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Comprar ágio de imóvel é seguro? Riscos e como se proteger

há 11 minutos
2 min de leitura


No DF, "comprar o ágio" virou expressão do dia a dia. Funciona assim: alguém financiou um imóvel, pagou parte das parcelas e quer sair. O comprador paga a essa pessoa um valor pela parte já quitada, o ágio, e assume as parcelas restantes. O negócio costuma sair mais barato que um imóvel quitado. O risco está na forma como ele é feito.


O problema do contrato de gaveta...


Na maioria dos casos, o ágio é feito só entre comprador e vendedor, sem o banco. É o chamado contrato de gaveta. Nesse formato:

  • O imóvel continua no nome do vendedor, na matrícula e no banco.

  • Dívidas do vendedor alcançam o imóvel. Se ele for executado, o imóvel pode ser penhorado.

  • Se o vendedor falecer, o imóvel entra no inventário dele, e você depende dos herdeiros.

  • Se o vendedor se divorciar, o imóvel pode entrar na partilha do casal.

  • O seguro habitacional do financiamento cobre o mutuário original, não você.

  • Se uma parcela atrasar, o banco cobra o vendedor e pode tomar o imóvel, sem tratar com você.


Como comprar ágio com mais segurança?


  1. Transferência do financiamento com anuência do banco. O banco analisa sua renda e passa o contrato para o seu nome. É o caminho mais seguro, ainda que exija nova análise de crédito e pagamento de ITBI e taxas.

  2. Quitação e escritura. Se for viável, quitar o saldo e lavrar a escritura em seu nome encerra o risco.

  3. Se for mesmo fazer por contrato particular: confira a matrícula e o extrato do financiamento, peça certidões do vendedor, inclua o cônjuge dele no contrato e reconheça firmas. Uma procuração pública ajuda, mas não substitui o registro.


E a cessão de direitos hereditários?


É outra situação comum: um herdeiro vende a parte que vai receber de uma herança antes de o inventário terminar.

A lei impõe regras:

  • Precisa ser por escritura pública (Código Civil, art. 1.793).

  • O herdeiro vende uma fração da herança, não um bem específico. Vender "a casa" antes da partilha, sem autorização, não vale contra os demais herdeiros.

  • Os outros herdeiros têm preferência para comprar, nas mesmas condições (CC, art. 1.794).


Quem compra só recebe o imóvel no fim do inventário, e o que receber depende da partilha.


Resumo

  • Ágio por contrato de gaveta deixa o imóvel exposto às dívidas, ao divórcio e à herança do vendedor.

  • O caminho mais seguro é transferir o financiamento com aval do banco.

  • Cessão de direitos hereditários exige escritura pública e respeito à preferência dos outros herdeiros.


Vai comprar ágio ou direitos hereditários?


A LM Advocacia é um escritório de Brasília dedicado ao direito imobiliário e sucessório. Verificamos matrícula, financiamento e certidões do vendedor antes do negócio e redigimos contratos que protegem o comprador, no Distrito Federal e no Entorno. O atendimento é presencial ou online, e cada risco é explicado com clareza.


Fale com a LM Advocacia: WhatsApp (61) 99396-0828

 
 
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